Psicoterapia: uma possibilidade de conhecer a si mesmo.

Em certas ocasiões de nossa vida, parece que os problemas irão tomar conta de nós. Ficamos perdidos e desorientados. Talvez seja importante, em um determinado momento, buscar um auxílio psicoterapêutico. Logo de cara, buscar um psicólogo é algo que nos deixa, geralmente, inquietos e angustiados. Um fator contribuinte é existem muitos mitos e juízos negativos sobre a psicoterapia e também sobre profissional da Psicologia. Muitas informações irreais são propagadas em nosso contexto.

A psicoterapia refere-se às intervenções psicológicas que buscam melhorar os padrões de funcionamento mental do indivíduo e o funcionamento de seus sistemas interpessoais. Destaca-se um importante esclarecimento: buscar um psicólogo, não significa necessariamente estar doente nem, tampouco, possuir um transtorno mental. Quem busca atendimento psicoterápico tem a coragem de procurar uma forma de entender a si mesmo e o que acontece principalmente em seu mundo interno.

Esclarece-se aqui que devemos ter em mente que o psicólogo não resolverá nenhum problema para você. Este profissional desempenha o papel de auxiliá-lo a encontrar respostas perante o seu mundo interno. Em linhas gerais, o psicólogo o estimulará a olhar dentro e ao redor de si, a fim de buscar novas formas de visualizar e lidar com algumas situações decorrentes – sejam elas felizes ou tristes.

Salienta-se que a confiança do sujeito no psicoterapeuta é primordial para o decorrer do processo de terapia – uma boa relação entre psicólogo e o indivíduo é o que garante o andamento desta.

Existem vários motivos para uma pessoa buscar auxílio psicoterápico, tais como: dificuldades no ambiente de trabalho; dificuldades de formar e manter uma relação afetiva/amorosa; dificuldades e problemas sexuais; sentimentos de incapacidade e de menos valia (nada tem importância); uso abusivo de substâncias psicoativas (drogas); comportamentos obsessivos e compulsivos; quando o indivíduo sente-se deprimido; crises de ansiedade; anorexia; bulimia; transtorno do pânico; bipolaridade; entre outros. Ressalta-se também que muitos sujeitos não conseguem lidar com as perdas e lutos no cotidiano e também quando existem dificuldades em adaptar-se às transições da vida, como: casamento; nascimento de um filho; quando o filho reside em outra cidade ou estado; adoção; separação; desligamento do local de trabalho; aposentadoria; adoecimentos físicos; entre demais.

Existem vários tipos de psicoterapia, as quais destacam-se aqui: a individual (a mais conhecida); grupal (no grupo o indivíduo interage com outras pessoas, permitindo que ele experiencie um número riquíssimo de situações onde pode se dar conta de sua maneira de funcionar perante o contato com o outro); casal/familiar (para que seja possível perceptivar como o outro funciona, ampliando assim visões de ambos, favorecendo um novo olhar aos problemas e conflitos que podem surgir na relação ou na família).

A psicoterapia envolve teorias e técnicas, as quais cada profissional está habilitado a trabalhar de forma ética. Sintetizando: fazer psicoterapia é entrar em contato com um festival de emoções de seu mundo interno.

Luto

“O luto pela perda de uma pessoa amada é a experiência mais universal e, ao mesmo tempo, mais desorganizadora e assustadora que vive o ser humano. O sentido dado à vida é repensado, as relações são refeitas a partir de uma avaliação de seu significado, a identidade pessoal se transforma. Nada mais é como costumava ser. E ainda assim há vida no luto, há esperança de transformação, de recomeço. Porque há um tempo de chegar e um tempo de partir, a vida e feita de pequenos e grandes lutos e o ser humano se dá conta de sua condição de ser mortal, porque é humano”.
(Maria Helena Pereira Franco)

ESPECIALIZAÇÃO EM PSIQUIATRIA E DEPENDÊNCIA QUÍMICA

Especialização Multiprofissional em Psiquiatria com Ênfase em Dependência Química

Carga horária total: 360 horas
Duração: 24 meses
Início: 13/09/2014
Dias da semana e horários: aos sábados quinzenalmente das 8h às 18h
Investimento: 24 parcelas de R$ 380,00 (indicações por este local pagam 283,00 – desconto de 25%).

Público alvo: a profissionais graduados em enfermagem, psicologia, fisioterapia, fonoaudiologia, medicina, nutrição, odontologia, terapia ocupacional, serviço social, educação física, farmácia, biologia, biomedicina, etc.

O curso
Objetiva ampliar o conhecimento da rede de atendimento de psiquiatria e saúde mental, desenvolvendo a capacidade de gerenciamento de serviços substitutivos de saúde mental e dependência química, aprofundando os conhecimentos e desenvolvendo habilidades e atitudes pertinentes ao exercício da especialidade; preparar profissionais capazes para planejar, organizar e supervisionar as atividades em saúde mental, no âmbito da assistência junto a equipes multidisciplinares. Os profissionais poderão atuar nos CAPS, NASF, ESF, atenção primária, secundária e terciária, serviços especializados, clínicas de recuperação e comunidades terapêuticas.

Programa do curso
- Antropologia, cultura, religião e transtornos mentais
- Álcool, Drogas na prática dos profissionais da saúde
- Dinâmica das relações em grupo
- Ética em Psiquiatria
- Gerenciamento de serviços de saúde mental e psiquiátricos
- História da Psiquiatria
- Iniciação Científica
- Obtenção de dados e estatística em Saúde Mental
- Pedagogia em Saúde Mental e psiquiatria
- Psicologia do Desenvolvimento Humano
- Reabilitação Psicossocial: uma prática em construção
- Saúde Mental
- Semiologia Psiquiátrica
- Transtornos Psíquicos – teoria e assistência multiprofissional
- Terapia medicamentosa – Psicofármacos
- Metodologia do Trabalho Científico
- Trabalho de Conclusão de Curso (TCC)

Atenção: Oferta de módulos avulsos com emissão de certificados de Curso de Extensão a interessados (vagas limitadas).

Obs: Os módulos poderão ser alterados e/ou substituídos por outros, a critério da coordenação acadêmica e serão ofertados segundo distribuição a ser comunicada ao final de cada módulo. A ordem dos módulos poderá ser alterada e a integração de todos os módulos será obtida especialmente através do TCC, das discussões em sala de aula e dos estudos complementares (pesquisa e reflexão) extraclasse.

Metodologia: O curso é semipresencial. Valorizamos a socialização dos conhecimentos e os contatos pessoais, a interação com o facilitador e demais colegas, indispensáveis para a melhor formação dos participantes. A UNICEP reserva o direito de oferecer até 20% da carga horária do curso sob a forma não presencial, mediante a supervisão docente.

Vagas: 40 (quarenta) vagas

Corpo Docente: Altamente qualificado e com ampla experiência. Professores de Universidades Públicas e Particulares. Mestres e Doutores, Especialistas e profissionais da área em atividade.

Coordenadora acadêmica/Docentes: 
Ana Carolina Acorinte: Mestranda em Enfermagem (UFSCar); Especialista em Enfermagem Psiquiátrica e Saúde Mental pela EERP_USP, Especialista em Saúde Coletiva com Ênfase em Saúde da Família pela UNINOVE, Especialista em Docência pela ENSP – FIOCRUZ e Especialista em Acupuntura Sistêmica pelo Centro Regional em Estudos Avançados em Terapias; Enfermeira coordenadora do CAPS AD- Centro de Atenção Psicossocial – Álcool e Drogas de São Carlos e docente do Centro Universitário Central Paulista – UNICEP – São Carlos/SP.

Marcos Felipe Chiaretto: Psicólogo e Tanatólogo (HC Faculdade de Medicina da USP); Psicólogo da Via Saúde Clínica de Reabilitação Química (adolescentes, adultos, idosos – homens e mulheres); Psicólogo Articulador do Departamento de Saúde da Prefeitura Municipal de Porto Ferreira; Psicólogo NASF e Vigilância Epidemiológica de Porto Ferreira; Psicólogo do Hospital Dona Balbina Porto Ferreira; possui consultórios nos municípios de Descalvado e Porto Ferreira. É docente da FHO – Uniararas; da Federação Brasileira de Dependência Química (FeBraDeq) e do Centro Universitário Central Paulista – UNICEP – São Carlos/SP.

Maiores informações: contato@mfpsicologia.com.br

Utilização do narguilé

Utilização frequente do narguilé por jovens preocupa profissionais da área de saúde

Pneumologista alerta que a fumaça inalada em uma sessão de narguilé corresponde à inalação de 100 a 200 cigarros.

A Secretaria de Estado da Saúde realizou pesquisa entre jovens paulistanos para verificar quantos são adeptos do narguilé, fumo de origem oriental. De acordo com o estudo, 37% dos entrevistados, com idade média de 25 anos, declararam ser usuários de narguilé. Conforme o pneumologista Jair Vergílio Júnior, a falsa ideia de segurança ou de que é inócuo tem aumentado o uso do fumo, mas os prejuízos causados à saúde são bem maiores pela alta concentração de substâncias que chegam ao contato com a mucosa da boca e pulmão, entre outros órgãos.

O estudo da Secretaria de Estado da Saúde, realizado no decorrer de 2010 com entrevistas de 932 fumantes, constatou ainda que 96% dos consumidores de narguilé também são adeptos do cigarro de cravo. O estudo revela que metade dos entrevistados apresentou níveis preocupantes da presença de carbono no ar expirado, sendo uma média de 2,3 vezes a mais do que o máximo aceitável.

O narguilé é um cachimbo de água utilizado para fumar em que o princípio do funcionamento é o fato de a fumaça passar pela água antes de chegar ao fumante. É tradicionalmente utilizado em países do Norte da África, Oriente Médio e Sul da Ásia. Mas o pneumologista alerta que estudos apontam que há fatores de risco.

“Geralmente 50 tragadas são suficientes para viciar, devido à nicotina, que causa a sensação de bem-estar. E estudos têm contrariado a crença de que a água ajudaria a filtrar as impurezas do fumo, tornado-o menos nocivo que o cigarro. De uma forma geral, como a fumaça do narguilé, em uma única sessão, dura de 20 minutos a uma hora, isso corresponde à inalação de 100 a 200 cigarros”, pontua o médico.

Vergílio Jr. observa ainda que, pelo fato da fumaça ser melhor tolerada pela umidade causada pela água, faz com que o volume aspirado seja bem maior, e com ele uma quantidade também superior de toxinas. Dessa forma, o narguilé se torna um grande fator de risco às doenças do tabaco, como o câncer de pulmão, doenças cardiovasculares e doenças infecciosas, como a tuberculose, hepatite, herpes e diversas outras.

“É preciso lembrar que muitos jovens acabam ainda trocando a água do narguilé por bebida alcoólica e utilizando maconha ou crack adicionados ou no lugar do tabaco”, alerta novamente.

Há outra observação feita pelo pneumologista refere-se ao cigarro de cravo. Ele aponta que esse tipo de cigarro não é uma opção mais natural, como algumas pessoas possam pensar, e sim uma estratégia de marketing da indústria do tabaco visando ampliar o mercado.

“Os constituintes do cravo também são tóxicos e sua toxina aumenta 1.500 vezes quando esses componentes são inalados, e a sensação de frescor permite a inalação de quantidades maiores de fumaça. E já existem estudos mostrando maior incidência de câncer nesses usuários. O cigarro de cravo, embora ilegal nos EUA, pode ser encontrado livremente nos estabelecimentos comerciais do Brasil”, observa.

O médico afirma que o Estatuto da Criança e do Adolescente proíbe a venda de qualquer produto do tabaco para adolescentes.

Fonte: Jornal A Cidade

Pessoas especiais dentro da sociedade: a Síndrome de Down

Por Marcos Felipe Chiaretto e Profa. Dra. Elisângela Maria Machado Pratta 

Escrito em: 25/12/2007

A palavra síndrome significa um conjunto de características que prejudicam de algum modo o desenvolvimento das pessoas portadoras. A Síndrome de Down é caracterizada pela presença nas células do portador de um cromossomo 21 a mais, sendo este um dos principais problemas de origem genética nas populações humanas e um dos mais reconhecidos pela população. Há alguns sinais físicos que geralmente acompanham a Síndrome de Down e por isso ajudam no diagnóstico. O portador pode ter uma vida normal, mas com algumas restrições, pois há um atraso cognitivo. Alguns indivíduos também podem apresentar algum tipo de atraso no desenvolvimento motor. São em geral pessoas amáveis e dedicadas.

Desde o nascimento já podem ser percebidas nos bebês as características dessa síndrome. O bebê é mais quieto, apresenta dificuldade para sugar, engolir, sustentar a cabeça e os membros do seu corpo. A abertura das pálpebras é inclinada, com a parte externa mais elevada e o canto interno dos olhos tem a prega no formato mais característico da raça amarela. Possuem também a língua protusa. Cerca de 40% dos recém-nascidos possuem cardiopatias.

A estimulação precoce, logo nos primeiros dias de vida é muito importante para que haja um melhor desenvolvimento físico, social e mental do portador.

Vale ressaltar aqui dois fatores, que são considerados fundamentais para um desenvolvimento de qualquer criança, seja ela portadora de alguma síndrome ou não, o amor e o estabelecimento de limites. Isto deve começar desde cedo na relação com a família e na sociedade.

Os envolvidos mais intensamente em trabalhos com esses portadores consideram-nos especiais, pois a intensidade e o retorno pessoal que esse contato proporciona são muito gratificantes.

Todos os envolvidos com os portadores apontam a importância da lei que garanta a eles os mesmos os direitos inerentes a todos os seres humanos e cidadãos, entre eles, o direito de viver e conviver na sua comunidade com a sua família, o direito à dignidade, à saúde, à educação, ao emprego e ao lazer.

Estes direitos não devem ficar só no papel, é preciso conscientizar a população, as famílias e, principalmente, os próprios portadores, para que possam reivindicar o atendimento a todos esses direitos, para que de fato possamos contar com mais pessoas especiais participando ativamente dentro da sociedade.